O Rio Music Conference é hoje um dos evento mais importantes de sobre música eletrônica que acontece no país. E se as festas roubam atenção pelos motivos óbvios, o motivo delas existirem está diretamente ligado à essência do que é uma CONFERÊNCIA MUSICAL; um lugar onde se fala, discute, pensa, vive e respira música.
O RMC entrou 2012 com tudo. Mas, pra um evento dessa magnitude acontecer, desde o ano passado, a galera que produz e dá vida a esse evento já estava com a mão na massa. E essa 4ª e história edição já nasceu com uma loja-clube conceito, o RMC Club; ações por todo país, e muito mais dias de festas!
Seguem alguns momentos em vídeo, que tive acesso até agora e acho que vocês, como diria o Ronald Villado, meus 2 leitores, gostariam de ver…
PS: Lembrando que domingo, 19, eu toco no Palco Principal, de 21 a 00h. Estejam lá porque ainda terá Roger Sanchez, Juanjo Martin, Nalaya Brown e Rafael Calvente & Dri Toscano.
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Sucesso a todos!
Andre Garça
www.andregarca.com
Rebeka Brown – Sun Rising Up (Andre Garça RMC 2012 bootleg)
Fiz um bootleg com um clássico da cena house, especialmente para usar como promo comemorativo por integrar o line up do palco principal no domingo, 19 de fevereiro, no Rio Music Conference.
A música original é do Deux (David Penn + Toni Bass), na voz da Rebeka Brown.
Confere como ficou… e é claro, na conferência você ouve no pistão.
Life has been fading into grey
All over my place
All over my heart
All over my life
No sign is showing me a way out
Or telling my soul
How to get out this neverending hole of darkness
Surrounding my life
The absence of the tear has been the only moment of happiness I’ve ever had
Could not believe in me
Believe how to see how many things I had to give
Even to myself
I was waiting for nothing
For no one
For the end
Before you came and showed me the reason why
You can run like a rose of bright light and shining stars
Riding rose of silver horses
You can sail trough oceans of love
Slide trough cascades of rainbows
Be blinded by sparkling diamonds
You’re the reason why there’s always food at my place
You’re the reason the sun rising up the people when it stopped the night
You’re the reason why I think I’m falling in love
Sun rising up
But it stopped the night
I think I’m falling in love
Oh oh oh oh
I was waiting for nothing
For no one
For the end
Sun rising up the people when it stopped the night
Sun rising up
But it stopped the night
I think I’m falling in love
(I think I’m falling in love)
Oh oh oh oh
Que Pedro Andrade tem múltiplos talentos, não é novidade pra ninguém. O brasileiro, radicado em Nova Iorque, hoje ocupa um lugar na conceituada – e pensante – bancada do Manhattan Connection, na Globo News. Mas anos morando em Nova Iorque, Pedro, que é jornalista, ator, modelo, tv host, também trabalhou em bares e viveu um pouco da cena noturna da Big Apple. Com um gosto refinado, ele assina novamente um podcast D-E-L-I-C-I-O-S-O para o site Made in Brazil, que eu trago aqui pra vocês.
Na final do mês ele vem ao Rio e, como bom amigo, topou na hora ser tema de um post/matéria aqui pro blog. Bate-papo, dicas, fotos, instagran, Rio, NYC… Já viram que tenho muita coisa pra falar do Pedro e que um post não será suficiente, né?
LIGA O SOM!
Essa Inglesinha de 15 anos é uma das mais novas revelações aqui no Reino Unido. Seu primeiro álbum foi lançado em Novembro de 2011 e contém faixas como “Skinny Love”, “People Help The People” e “Shelter”.
Semanalmente trarei aqui pro Cena, o player do grupo no SoundCloud…
Você, DJ nacional de música eletrônica, participe mandando seu set. Mas a regra é clara: vale todos os estilos, mas não adianta ficar mandando tracks, faixas, remixes, etc, porque o grupo é moderado é só aceitaremos SET, MIXTAPE e/ou PODCAST.
http://soundcloud.com/groups/cena-carioca/dropbox
Adicione os sets que você já postou no Soundcloud. Simples, fácil, colaborativo. =)
Nesta semana rolou o prêmio DJ Sound Awards 2011, a primeira vez realizado no Rio de Janeiro. Entre os vencedores temos 3 artistas do circuito GLS, que já ultrapassaram barreiras há muito tempo….
E como hoje, a We Group, (agência que administra as carreiras das divas brasileiras Lorena Simpson e Amannda) fez um suspense pra mostrar pela primeira vez o vídeo de Dreams, nada melhor que fazer um post, né?
Confere aí!
LORENA SIMPSON – DREAMS
Lorena ganhou o prêmio na categoria “Show Dance Nacional”
AMANNDA – THE ONLY ONE
Amannda ganhou o prêmio na categoria “Artista Dance Nacional”
NOVO SET DO FELIPE GUERRA
Felipe Guerra levou o prêmio na categoria “Melhor DJ Mixing Clubs / GLS”
Projeto BASEMENT
- Por: Cena Berlim
- Tags:BASEMENT
O projeto “BASEMENT” tenta mostrar o que há no porão criativo dos projetos de performance art.
Convenhamos que muitas vezes, ou na maioria delas, as performances não fazem muito sentido pra quem está de fora do processo criativo e não tem acesso à informação que deu origem a uma determinada performance. E em cidades como Berlim você chacoalha uma árvore e caem, ao invés de maçãs, performers.
Com tanta informação, fica-se exposto a todo tipo de coisa. Algumas realmente não fazem sentido nenhum. Outras são incríveis e absolutamente impactantes, ou tocantes.
O bom é que tem espaço para todo mundo, e a facilidade para organizar e mostrar seu trabalho aqui parece ser muito maior do que no Brasil. Pelo menos aqui de fato há público.
No BASEMENT, um grupo de performers foi convidado para dividir seus trabalhos em sessões íntimas e privadas de 10 minutos com pessoas do público, antes de apresentarem suas obras, ou processos. Uma oportunidade única, e bastante interessante, de ver o que está por trás de uma forma de arte ainda não muito bem entendida pelo grande público.
Durante os 10 minutos os artistas tinham total liberdade para dividir seus processos, ideias, metodologias e/ou inspirações ligados aos trabalhos que seriam apresentados mais tarde.
Eu fui pessoalmente às sessões individuais com 4 dos 5 performers e descrevo abaixo minhas impressões sobre a experiência, contando como foi a impressão nos 10 minutos que tive a sós com eles e a impressão posterior, da performance para o público geral.
Os artistas escolhidos foram:
Hermann Heisig – “In tis beautiful countryside”
Nos 10 minutos: grama artificial. movimentos improvisados, som de floresta e pássaros e a pergunta “onde está a linha do horizonte?”. Ele dizia que não era pra ser muito trippy, mas foi. Pareceu fiel ao título. Na performance: não me ajudou a entender e foi totalmente trippy e o título se perdeu, um tanto quanto.
Ixchel Mendoza – “Viual Ghost”
Nos 10 minutos: uma sala cheia de cacarecos que pareciam achados no porão da casa da avó. Ela era muito simpática mas estava ainda no meio do processo da performance e não tinha um objetivo estabelecido.
Na performance: O “fantasma visual” de objectos que eram visivelmente velhos e já pertenceram a pessoas que são hoje em dia potenciais fantasmas, não foi usado.
Me pareceu que ela pegou vários objectos de casa e trouxe para dividir com o público para tentar encontrar sua inspiração, mas se perdeu na pressão de ter que apresentar algo.
Jeremy Wade – “Fountain”
Nos 10 minutos: A frase que estate no programa era muito interessante “I’ll take this weight from you give it to me i can take it!”, literalmente “Eu tirarei esse peso de você me dê eu posse aguentá-lo!”. Eu, como bom psicólogo comecei com isso e Jeremy ficou muito incomodado de início e disse que não queria ser entrevistado, porque não era a proposta. Mas eu reconheço uma pessoa sensível quando vejo uma, e a conversa melhorou quando eu saí da minha postura de entrevistador e me abri mais à conversa, levando-a para um lado mais pessoal.
Na performance: Absolutamente impactante e chocante a maneira como ele cumpriu à risca a proposta da frase acima. Jeremy parecia recolher o sofrimento da platéia inteira, sugando-o, fazendo muito barulho, e deformando o seu corpo de acordo com a quantidade de sofrimento que sugava. Confesso que encheu meus olhos de lágrimas. Admirável um artista que disponibiliza dessa maneira suas emoções.
Sheena McGrandles – “Eee”
Nos 10 minutos: Eu, vegetariano há uns 10 anos, chego nos meus 10 minutos com Sheena e vejo uma peça de carne crua em cima da mesa. Ela queria minha ajuda para cortar fatias finas e costurá-las umas nas outras. O objetivo, fazer uma corrente de carne, um novo corpo, e gravar com ferro quente palavras de Samuel Beckett na carne: uma maneira de reinserir a voz no corpo. Obviamente para mim foi muito forte, porque acho que jamais cheguei a cortar um pedaço de carne na minha vida. Depois de todas as sessões individuais, Sheena fez um churrasco ao ar livre com a carne usada na performance.
Na performance: A carne sendo frita numa panela com manteiga – o cheiro tomando conta do galpão, um clima cavernoso, um foco de luz e um corpo queer, desconstruído. Algo meio Hannibal Lector encontra Slot dos “Goonies”. Assustador. Incrível para os sentidos e como ela fez o link entre a proposta anterior e o que foi apresentado após, sem cair no óbvio.
Sandra Lolax – “Am I ready for action?”
Nos 10 minutos: (foi a única com quem não conversei pessoalmente, porque não deu tempo, mas adoraria tê-lo feito) Na performance: Frases repetitivas e movimentos repetitivos com nomes trocados de partes do corpo. Descrevendo parece chato, mas foi muito sensível e bonita. A frase repetida à exaustão “…and here I’m touching you…and here I’m touching you…” grudou na cabeça como chiclete. A performance é baseada na retórica da existência de práticas somáticas.
Foi isso. No todo achei a proposta muito bacana, uma oportunidade singular e certamente inesquecível. Parabéns pros idealizadores e organizadores (Ah! Todos brasileiros!) Marcela Donato, Sandro Amaral e Thiago Granato
Fiz esse set especialmente pensando nos 4 anos de carreira que completarei na virada do ano.
Acho que esse set representa um pouco – ou muito! – da minha maturidade musical, e a diversidade e possibilidades da minha pesquisa. Sem perder minha identidade, meu groove, minha cara.
Espero que gostem! Esse set, como sempre, é pra vocês.
A arte é Junior Serpa, da Dois Design.
DJ Andre Garça – The Machine (dezembro.2011) by djandregarca
Os parques de Berlim
- Por: Cena Berlim
- Tags:parque
Berlim, em termos de temperatura, é o exato oposto do Rio de Janeiro: ao invés de seis meses de intenso calor, são seis meses de intenso frio. No resto do ano a temperatura é, digamos, agradável. Esse ano, durante o verão, a temperatura máxima foi de 31 graus. Em alguns anos o verão é mais quente, em outros, menos. À noite, em geral, sempre esfria bastante. Eu mesmo não saí de casa nenhum dia este ano sem levar um casaco.
No entanto, isso não atrapalha a vida ao ar livre, nos meses de temperatura agradável. No meio da primavera e durante o verão, o berlinense passa muito tempo na rua e, principalmente, nos parques, desde que não esteja chovendo – o que acontece mais do que deveria. São inúmeros parques, dos mais calmos e bucólicos aos mais fervidos e animados.
A vida ao ar-livre também não tem dia para acontecer. Durante a semana ou nos fins de semana, os parques estão sempre densamente ocupados, dando a impressão de que nessa cidade não se trabalha muito. Obviamente nos fins de semana os parques ficam mais cheios, às vezes cheios demais.
Aqui não há proibição de pisar na grama – a grama foi feita para ser pisada e usada. As multidões ocupam os gramados, como no Rio de Janeiro ocupa-se a areia das praias. Tira-se os sapatos e usa-se pouca roupa. Os passatempos são inúmeros: a companhia dos amigos, namorados, um livro, um churrasco, uma cerveja, o cachorro, música, acrobacias, etc. Como aqui é uma cidade relativamente segura, alguns até tiram um cochilo sob o sol.
As inúmeras garrafas de cerveja e outras bebidas não-alcóolicas são prontamente recolhidas por catadores: aqui cada garrafa de vidro é trocada por 8 centavos de Euro e as de plástico 25.
Berlim é a capital mais verde da Europa. São tantos os parques e vias à beira dos canais, que você pode sempre mudar de cena.
Abaixo uma pequena descrição dos principais parques da cidade:
Tiergarten
O maior parque, localizado no meio da cidade, já foi um playground para caça esportiva da nobreza. Hoje em dia, não é dos mais populosos, talvez por estar localizado num área não muito residencial. Mas o tamanho impressiona e é óptimo para passear de bicicleta pelas alamedas ultra arborizadas.
Görlitzer Park
Localizado em Kreuzberg, é um dos mais povoados, nos finais de semana. Hipsters de todos os tipo ocupam o gramado e exibem seus modelitos do tipo “joguei todas as roupas pra cima e sorteei o que ia usar”.
Mauerpark
Lugar do semanal mercado de pulgas e karaoquê aos Domingos. O Karaoquê começou bem pequeno e foi crescendo, até virar uma mega evento semanal, com público ultrapassando as mil pessoas. Os achados no mercado de pulgas surpreendem. Dá pra montar o guarda-roupa todo lá por pouco dinheiro.
Treptower Park
Localizado na antiga Berlin oriental, tem um belíssimo e grandioso memorial aos soldados soviéticos mortos em batalha. Esse parque é banhado pelo Rio Spree, de modo que pode-se sentar à beira d’água e molhar os pés. Alguns barcos grandes passam cheios de turistas e outros, pequenos, com pessoas simplesmente curtindo um passeio com os amigos.
Tempelhof
Um antigo aeroporto, localizado em Neukölln, foi desativado e virou um dos maiores parques da Europa inteira. Não há árvores, mas um imenso gramado, cortado pelas pistas de decolagem. Alguns fazem usos mais alternativos desse espaço tão específico – e com bastante vento – e praticam esportes que precisam de vento e longos trajetos planos. O silêncio durante a semana impressiona: pode-se deitar na grama sem ninguém ao redor e ouvir absolutamente nada. Uma sensação de calma raramente vivenciada numa metrópole.























